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O PASSADO É UM NAVIO

O passado é um navio que não lembra mais do porto,

Ou então um baile morto dentro de um salão vazio.

Era escuro e as minhas mãos desvendavam o teu corpo.

Teu cabelo então tecia longas formas e feitios

Feito os fios de um novelo, no azul do travesseiro

E o teu sono descrevia sobre o mapa do lençol

Um caminho pro sol que só ele sabia.

Ah, que dias, nossos dias!

O teu sonho era o meu sonho…

Eram bons aqueles dias!

Era a nossa festa louca e hoje é o riso repetido

Da tua voz nos meu ouvidos, da minha voz na tua boca.

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