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O POETA

com Ronaldo Tapajós

O poeta choveu no molhado

Porque ninguém soube ler

O que a chuva escreveu

No chão do passado.


O poeta choveu no molhado

Para dar ocasião

Ao profeta de avisar

Que depois a chuva seca.


E a gente sabe que a chuva desce

O sol aquece e apaga

E nada desaparece.

A gente sabe porque esquece.

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