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VALSA DE UM SONHO

com Ronaldo Tapajós

Sonhei que estava comendo

Um sonho quente como um dia quente

E que quanto mais comia

Mais doce ficava o dia

E que quanto mais sonhava

Mais desperto eu ia.


No balcão das mil folhas

Eu li o futuro em branco

Vi o passado bem passado a limpo

E sentia que o sonho

Não ia findar de repente.

E sentia que o sonho

Não ia findar de repente.

E sentia que o sonho

Não ia findar de repente.


Com o tempo nas mãos

E o sonho na outra mão

Com o seu gosto na ponta da boca.

Saí da confeitaria

Para me dar um presente

Para me dar de presente

O presente momento

Para me dar de presente

Ao presente momento.

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